casa dos corações inquietos.


eu não quero saber de prédios e fábricas
facas na vitrola a tocar.

disse um poeta, são e salvo de sua juventude.

já eu, faço coro ao cordão dos beberrões
nas cervejas quentes
que sei só trazem angústia
à esse coração de trapezista,

ora nos céus, ora nas redes
a chama pobre de todos os amores,
que insistem em se acabar em rum.

e ruindade é querer
pra si
quem quer tudo de ti.
um homem, menino, ou saci,

que leve sorriso sincero.



Escrito por felipe favilla às 05h10
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o primeiro ou ultimo do ano?

eu espero
que esperar
não faça mal.

não só por mim,
mas por todos
que acreditam num final.
feliz



Escrito por felipe favilla às 05h05
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ponteio?

cervejas deliciias
poemas mais cervejas que delicias
poemas mais delicias que cervejas
sera que a droga
lícita
faz do meu eu lirico
delirico
o galã dos anos 50?

o que sei é que
as noites de gala
dos anos cin...ti!
sem ti?
eu não sinto mais nada
nem cerveja nem desgraça.
e nem me dou mais ao trabalho
de brincar de poeta.



Escrito por felipe favilla às 04h09
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alo alo?

você, baby,
nave espacial estrela de açúcar
é meu coração;
nos meus dias de cão.

au au
 
eu ladro para os postes
eles que com as luzes nas alturas
não ligam pro meu ar de cachorro
moribundo
vagundo
e outros bundos se alcançasse
meu vocabulário de cão.
então eu viro as latas,
em busca de amores outros
quaisquer que sejam,
mesmo entre os besouros
porque de noite chove
e entre um chope e outro
eu, que não mordo
me lembro que bate

um coração

nos dias ruins.

 

pois então, estou com outro blog;
com poesias e coisas mais pessoais minhas:

www.thebadays.blogspot.com

 

mas pelo que tudo indica esse continua



Escrito por felipe favilla às 02h47
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o cigano e o pé de pano

em cada dia que fujo
do amor
há um sol que me viola,
porque o brilho que arde, lá fora,
canta com voz forte:
"suas histórias de cigano
não passam do fim do ano
não vão enganar a morte"

e cada dia que fujo
é dor
porque uma vitrola muda me mastiga
numa canção que é minha
e de alma tão antiga:
"seus lamentos de marujo
não passam desse bar
não chegarão ao mar."



Escrito por felipe favilla às 23h01
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as you peter my becker

You know, Peter was this amazing kid. He was the king among the bees, and further than thommy, the boy with the greatest knowledge about elastic made guns. But you know, Peter used to feel sooo lonely! … until the day he found Moneda. Before you start thinking about it, Moneda was the dumbest girl in the world, but you know, she had nice breast. So, Peter sucked them so hard that her tits got actually bigger, and bigger, and bigger. They became so big that Moneda turned into the first flying girl of the neighborhood, and Peter, with his yellow elastic tapes, grabbed into her feet, using her like a human balloon.



Escrito por felipe favilla às 23h03
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mais de um mes sem escrever x.x

a beleza das palavras mortas
é que são minhas
só minhas.
essas palavras que são
tortas
não acham lugar
se não nos meus versos,
e todo o resto fica pouco
porque
no meu peito de louco
sobra

espaço.

pra qualquer um dos nossos erros.



Escrito por felipe favilla às 11h17
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=)

su-su-surros
de cigarra
o dia está claro
e a lua
a
pino!
será que sonho?
pego o maço e vou
pra
rua.

su-su-surros
de cigarro
dança a fumaça
e a lua
toda
nua!
será que sonha?
com amor igual
ao
meu.



Escrito por felipe favilla às 02h01
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depois dos meus fiascos polares
me prometi algumas coisas
acasos estranhos, estranhos caminhos
e, dentre tantos, não escrever bêbado
nem sobre a solidão.
mas, como tal o alcoolismo
qual a solidão
são medidas excessivamente arbitrárias
cá me ponho a escrever
na companhia dum copo cheio
e na ausência de amores.
não ha luz o que me ganhe a alma
num raio de vinte milhas
nem todas as pamonhas desse goiás
chegam aos pés
da musa que clareia meus dias.
ela espanta a vontade do trago,
dum jeito,
que agora eu só bebo pra esquecer do amor.



Escrito por felipe favilla às 01h20
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por praia leia-se lih.

aqui me despeço,
gentil e verde mar.
rumo à súbita rotina,
à minha sempre anunciada morte.
espero me lembrar das ondas,
doce mar,
a despeito do vento forte
beijando sempre a praia
e refletindo o luar.



Escrito por felipe favilla às 22h01
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e por último a última; vazia.

olhe lá, de longe o príncipe
acenando com ambas as mãos.
não peça esmola,
não perca a hora
não tire os pés do chão!

o príncipe passa - longe -, o príncipe
acenando pros amores vãos.
abra bem os olhos, criança:
pro abismo
entre as duas mãos!



Escrito por felipe favilla às 01h17
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e a outra versão do outro poema

ah, eu te amo
e sei que amo pois enquanto escrevo
algo aqui dentro queima
dói, sufoca
pois quando escrevo eu
me perco aos poucos
teu rosto se mistura nas palavras
e insisto em ser só teu.



Escrito por felipe favilla às 01h13
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o outro poema de sexta; para o meu amor

escrever sobre o amor dói,
pois por um instante esqueço
de amar
buscando palavras para faze-lo.
daí o peito pesado o
nó na garganta.
pois eu não aguento deixar de ser teu;
por um instante que seja.



Escrito por felipe favilla às 01h12
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coisa velha que achei =)

 

em setembro é muito melhor escrever sobre a chuva do que sobre o amor. mas eu conto os dias para que ele acabe; assim como o ano. conto também os palitos de fósforo, os pedaços de pizza; os quilometros rodados por litro. descobri que contar é a melhor forma de não viver. só não lhe conto as minhas dores, pois abririam todas e eu morro de preguiça de sentir tudo de novo.



Escrito por felipe favilla às 01h11
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;D

eu ja tive os meus dias de príncipe,
magnífico; encantado.
cavalo branco e os clichês mais engraçados.
...
pois hoje ando no meu carrinho velho,
sou rei barrigudo
e soberano, absoluto;
de meus invernos



Escrito por felipe favilla às 23h24
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