o cigano e o pé de pano
em cada dia que fujo do amor há um sol que me viola, porque o brilho que arde, lá fora, canta com voz forte: "suas histórias de cigano não passam do fim do ano não vão enganar a morte"
e cada dia que fujo é dor porque uma vitrola muda me mastiga numa canção que é minha e de alma tão antiga: "seus lamentos de marujo não passam desse bar não chegarão ao mar."
Escrito por felipe favilla às 23h01
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